Salvai Portugal - Ideias Precisam-se

Autor Tópico: Movimento Voto Branco  (Lida 3352 vezes)

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Offline Ruy Deus

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Movimento Voto Branco
« em: 28, Abril, 2012, 17:43:28 »


A redução em 10% do número de votos brancos nas últimas eleições legislativas foi acompanhado de um aumento correspondente de votos nulos.
Esta descida súbita pode ser explicada por uma transferência do voto branco para o voto nulo, mas levanta também a possibilidade de fraude eleitoral, considerando que o aumento de votos brancos tinha sido continuado até estas eleições.
O facto de as mesas de voto serem unicamente constituídas por delegados das candidaturas, sem observadores independentes, facilita a eventualidade de transformação de votos brancos em votos “úteis”.
Para eliminar suspeitas de fraude no próximo acto eleitoral, o Movimento Voto Branco notificou  a Comissão Nacional de Eleições (CNE) para que este organismo fiscalize atentamente as assembleias de voto em todo o país após o encerramento das urnas, de forma a controlar a eventualidade de manipulação criminosa de votos brancos .
O Movimento Voto Branco pediu também à CNE e à Autoridade Reguladora da Comunicação para supervisionarem a divulgação imparcial das sondagens e resultados do próximo acto eleitoral, de forma a que a população portuguesa seja devidamente informada das percentagens de votos nulos e brancos, parciais e totais.
O Movimento Voto Branco vem apelar a todos os órgãos de comunicação social para que não silenciem a voz crescente de eleitores que, recusando o caminho fácil da abstenção, optam por votar em branco para protestar contra a degeneração da democracia representativa em Portugal.
O voto branco tem hoje uma importante expressão. Em termos percentuais, é maior que o conjunto dos votos em todos os chamados “pequenos partidos”. Representa a sexta maior votação em eleições legislativas, europeias e autárquicas.
No entanto, os órgãos de comunicação social não informam devidamente o público, preferindo silenciar os resultados e minorar a sua relevância política. Raramente promovem uma análise esclarecedora dos resultados eleitorais incorporando a votação nula e branca.
O voto branco é uma posição política plena, de muitos milhares de cidadãos eleitores. Merece ser divulgado, referido, comparado e analisado. É uma forma de participação eleitoral largamente espontânea e individualizada, não subjugada a ditames partidários. Exprime uma saudável resistência aos abusos do marketing político e aos apelos demagógicos dos candidatos a órgãos de soberania.
O voto branco deve merecer dos jornalistas e editores o devido reconhecimento. Representa uma intenção política empenhada na defesa do sistema democrático, e na exigência de melhor qualidade na intervenção dos partidos na vida política do país.
O Movimento Voto Branco não se dissolve nestas eleições. Continuaremos a exigir:
Uma revogação da Lei Eleitoral que regule o limite mínimo de representatividade para os órgãos eleitos (lembramos que a lei actual permite que tecnicamente se elejam maiorias absolutas com menos de um por cento dos votos);
que os votos brancos possam resultar em lugares vazios no parlamento, e nas assembleias e executivos autárquicos;
que as mesas de voto incluam representantes imparciais, não partidários, que possam fiscalizar eventuais fraudes eleitorais a que o voto branco facilmente se presta.
« Última modificação: 28, Abril, 2012, 18:04:01 por Ruy Deus »

Offline Ruy Deus

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O voto em branco: Uma ovelha negra, cada vez mais branca nas eleições
« Responder #1 em: 28, Abril, 2012, 21:03:31 »
Votar é a pedra angular de qualquer democracia considerando neste contexto todas as formas de expressão de cidadania, quer pelo voto num dos partidos candidatos às eleições, quer pela opção do voto em branco.
Muitas vezes, o voto em branco é confundido com o acto de abstenção ou voto nulo. Todavia, ele tem um significado político próprio: o eleitor não atribui a nenhum partido, capacidade e competência necessárias para governar o país da forma que ele, enquanto eleitor, entende ser a mais correcta.

Num verdadeiro universo pluripartidário, o voto em branco tem de facto pouca expressão: cada eleitor conseguirá sempre rever-se nalgum partido. O voto em branco ganha importância por um lado, quando os partidos não mostram diferenças significativas entre si, agindo de forma corporativa na defesa dos seus próprios interesses E, por outro, quando lhes é retirada a capacidade de decisão sobre as questões centrais ao futuro da nação. São duas situações que podem ocorrer em simultâneo. Nesse caso, torna-se quase recomendável reforçar o significado do voto em branco. É um cenário que entendemos plausível nas próximas eleições legislativas.

Quando presenciamos o crescente descontentamento na sociedade portuguesa a respeito dos nossos dirigentes políticos e suas políticas governativas questionamo-nos se isso terá um impacto directo nos resultados eleitorais de dia 5 Junho. Esperamos que sim!

A sistemática reivindicação do voto útil pelas diferentes forças partidárias, não representa uma alternativa nem séria, nem coerente para o eleitor. O voto útil nas próximas eleições é como tentar decidir em qual das bancas de um mercado de fruta compramos a fruta que queremos, quando toda a fruta que nos vendem está podre. É tempo de agir! Votar em branco significa que o sistema partidário não pode continuar a ser mais o que tem sido nas últimas décadas. A rotatividade das maiorias parlamentares tem de ser merecida e não aceite por defeito! As políticas têm de ser profundamente repensadas!

A Europa reage já com sinais evidentes desta mudança, com o aparecimento de movimentos de cidadania independentes como o M-15 em Espanha. Vejam-se as estatísticas, principalmente relativas à parte menos comentada nos media, os votos brancos. Nas últimas quatro eleições legislativas, desde 1999, o somatório dos votos brancos e nulos revelaram um crescimento de 2.0% para 3.1% numa década, tendo em conta um universo praticamente constante de 5.7 milhões de votantes. Se acrescentarmos a votação obtida pelos restantes partidos sem representação parlamentar, passamos a ter um crescimento de 3.8% em 1999 para 6.2% em 2009. Este acréscimo representou, nas últimas eleições legislativas de 2009, 79% da votação atingida pelo partido com menor representação parlamentar e que com ela elegeu 15 deputados! Significa isto que em termos teóricos, se o voto em branco fosse considerado, uma boa dezena de deputados na assembleia da república teriam de mudar de profissão.

Qual é afinal o valor real do nosso voto no actual modelo de democracia parlamentar? No contexto actual esta pergunta faz ainda mais sentido, uma vez que o programa acordado com as entidades europeias e o Fundo Monetário Internacional reduz toda e qualquer margem de manobra ao futuro governo, qualquer que ele seja, até 2013. O verdadeiro programa eleitoral para a próxima legislatura não foi escrito por nenhum partido português. Foi redigido no passado dia 3 de Maio com o título “Portugal: memorandum of understanding on specific economic policy conditionality”. Documento este que ainda hoje não tem uma tradução oficial em Português, nem tão pouco foi distribuído aos eleitores enquanto único panfleto de propaganda eleitoral verdadeiramente genuíno e objectivo. O voto nas próximas eleições, se não for em branco, será um voto meramente simbólico, que servirá quanto muito para legitimar as decisões políticas já assumidas anteriormente. Qualquer que venha a ser o resultado das próximas eleições e o programa eleitoral maioritariamente sufragado, este estará sempre condicionado ao programa pré-eleitoral apresentado pelo “triunvirato” e “sufragado” pelos três partidos que se apresentam ao eleitorado com condições e “disponibilidade” para nos governar. É bem verdade que o voto em branco, assim como o voto nulo e a abstenção, não legitimam ninguém para governar, contudo retira legitimidade a todos quantos se apresentem a eleições sem merecerem a nossa confiança. Mais do que nunca é o que está em causa na futura composição do nosso parlamento. À consideração dos leitores.

Ricardo F. Branco e Pedro G. Lind
« Última modificação: 28, Abril, 2012, 21:33:23 por Ruy Deus »

Offline Ruy Deus

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Re: Movimento Voto Branco
« Responder #2 em: 29, Abril, 2012, 09:46:21 »
Se não fossem hipócritas, os partiodos reconheciam que:


Portugueses com + de 18 anos ……………………………..9.429.024
Eleitores que decidiram fazer cartão ………..…..………8.319.105   -------- 88,23%
Votantes  que se deram a esse trabalho……………...5.554.002 ----------58,77%

Logo:

PSD…………………………………….2.145.452 ------------------22,75%  -  Menos de ¼ dos Portugueses
PS ………………………..……………1.557.864  ------------------16,52%
CDS ………………….………………….652.194  --------------------6,91%
PCP  ………………………….…………440.850  --------------------4,67%
BE ……………………….………………288.076 ---------------------3,05%
Outros ……………………………….237.228 --------------------- 2,51%
Nulos ………………………….……….75.280 ----------------------0,79%
BRANCOS ………………….……….148.058 ---------------------1,57%

Offline Ruy Deus

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Destino da Documentação Eleitoral
« Responder #3 em: 04, Maio, 2012, 10:22:45 »
Destino da Documentação Eleitoral

1) A acta das operações de votação e apuramento é elaborada pelo secretário da mesa e terá que ser remetida à assembleia de apuramento distrital.
O preenchimento da acta é obrigatório e deve ser feito integralmente. O destino da documentação eleitoral processa-se da seguinte forma:
 Nas 24 horas seguintes ao apuramento os presidentes das mesas de assembleia de voto deverão entregar ao presidente de assembleia de apuramento distrital, ou remeter em sobrescrito fechado e lacrado por correio registado, ou por próprio que cobrará o recibo de entrega as:

1) -  Actas; os cadernos eleitorais e demais documentos respeitantes à eleição; os boletins de voto nulos e aqueles sobre os quais haja incidido reclamação ou protesto.

 2) Os restantes boletins, isto é, os que contém: votos válidos e os votos em branco, serão enviados em sobrescrito fechado e lacrado ao juiz de direito da comarca a que a assembleia de voto pertence.

Offline Ruy Deus

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Re: Movimento Voto Branco
« Responder #4 em: 06, Maio, 2012, 10:24:47 »
Não sei como é que a comunicação social continua a chamar votos nulos e brancos como se fossem a mesma coisa.

O Voto em Branco (o boletim sem nenhum risco) é um voto válido e por isso vai lacrado.
O Voto Nulo é considerado um erro, uma falha do eleitor, por isso é lixo e só se guarda para confirmar o numero de boletins.
« Última modificação: 06, Maio, 2012, 10:34:27 por Ruy Deus »

Offline Ydamba

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Eu quero votar em Branco mas o Governo não me deixa!
« Responder #5 em: 08, Maio, 2012, 18:46:32 »
我要投票,但政府白皮书ERM不让我!

Offline Ruy Deus

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Dar baile na mesa de voto
« Responder #6 em: 15, Julho, 2012, 15:18:57 »
Informei-me, e graças a pouca valorização que é dado ao voto em branco, quem votar em branco pode fazer ver a toda a gente em quem votou sem descumprir nenhuma regra.

Dar baile nas mesas de voto - ORGULHE-SE

Quando receber o boletim de voto, comece a dobrá-lo enquanto se dirige para a cabine de votação, e continue sem parar, entregando-o já dobrado. Poupa caneta e obriga a que nas próximas eleições já haja um quadradinho para o maior partido de Portugal, o dos descontentes:

O VOTO EM BRANCO SUPER ÚTIL!
« Última modificação: 15, Julho, 2012, 15:21:33 por Ruy Deus »

Offline Bossstilx

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Re: Movimento Voto Branco
« Responder #7 em: 18, Setembro, 2019, 06:06:20 »
Я не видел такой хорошей истории в течение долгого времени. Надеюсь, в следующий раз мы еще поговорим об этом.